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Presos por falsos investimentos usavam técnicas sofisticadas para simular operações financeiras

Publicado em 21/07/2026 14:59
Presos por falsos investimentos usavam técnicas sofisticadas para simular operações financeiras

O grupo criminoso preso na Operação "Mirage" por aplicar golpes com falsos investimentos usava técnicas sofisticadas para simular operações legítimas no mercado financeiro, divulgou a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), nesta terça-feira (21).

Segundo a corporação, durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços no Recife e em Olinda, na Região Metropolitana, os policiais encontraram os investigados em plena atividade criminosa. 

"Todos os 13 suspeitos foram presos em flagrante e, posteriormente, tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça", afirmou a PCPE, que detalhou como funcionava o esquema que gerou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão em uma única vítima.

"A estrutura fraudulenta reproduzia com elevado grau de fidelidade o ambiente de investimentos em bolsa de valores e criptomoedas, induzindo as vítimas a acreditar que estavam aplicando recursos em operações seguras e rentáveis", explicou a corporação, que iniciou as investigações em maio de 2024.

A apuração concluiu que, como estratégia para conquistar a confiança dos investidores, os criminosos permitiam que as vítimas realizassem pequenos saques correspondentes a falsos lucros com recursos provenientes dos próprios valores investidos. 

"Esse artifício fazia com que os investidores acreditassem na rentabilidade do negócio e aumentassem progressivamente os aportes financeiros", destacou a PCPE 

Por meio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato (DPRE), as delegadas Viviane Santa Cruz, Lígia Cardoso e Érica Bezerra identificaram que a organização criminosa era especializada em fraudes financeiras envolvendo falsos investimentos em criptomoedas, bolsa de valores e outros ativos financeiros.

"A empresa investigada acumulava dezenas de boletins de ocorrência registrados em diversos estados brasileiros, todos relacionados ao mesmo modus operandi, demonstrando a atuação reiterada e organizada da associação criminosa", afirmou a PCPE.

Na operação, realizada no último dia 15 de julho, os policiais localizaram um escritório que funcionava como uma central de golpes. "O local não possuía qualquer identificação externa da empresa e contava com isolamento acústico, dificultando a percepção das atividades desenvolvidas. No interior do imóvel, foi constatada uma estrutura semelhante a um call center, equipada para a captação de vítimas em larga escala", informou a PCPE.

Materiais apreendidos passarão por perícia | Foto: PCPE/Divulgação

No local, os investigadores também localizaram quadros com metas mensais de arrecadação ilícita, que giravam em torno de R$ 800 mil, além de documentos e materiais que indicavam o planejamento da transferência da base operacional da organização criminosa para o México, incluindo passagens aéreas, reservas de hospedagem e programação da viagem.

"Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 50 vestígios digitais, que passarão por perícia e auxiliarão no aprofundamento das investigações, especialmente na identificação de outras vítimas, possíveis integrantes da organização e eventuais ramificações do esquema em outros estados e até no exterior", ressaltou a PCPE, que busca identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento dos ativos movimentados pelo grupo.

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